Americanas busca acordo com credores e propõe aporte de R$10 bilhões.

Economia

A Americanas (AMER3), uma das maiores varejistas do Brasil, busca negociar com seus credores financeiros para reestruturar sua dívida de cerca de R$ 20 bilhões. A empresa apresentou uma nova proposta nesta terça-feira (7), que prevê um aporte de R$ 10 bilhões dos seus acionistas de referência, o trio formado por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.

A proposta representa um aumento significativo em relação à oferta anterior de R$ 6 bilhões, que não foi aceita pelos bancos credores. No entanto, a nova proposta ainda não foi aceita pelos credores, que representam a maior parte da dívida da empresa.

De acordo com a Americanas, as negociações continuam em curso e não há garantia de que um acordo será alcançado. A empresa afirmou que está comprometida em manter um diálogo construtivo com seus credores e em encontrar uma solução viável para a reestruturação de sua dívida.

As dificuldades financeiras da Americanas surgiram após a aquisição da rede de lojas físicas do Grupo Pão de Açúcar, em 2019. A operação, que envolveu a incorporação da marca Ponto Frio pela Americanas, resultou em um aumento significativo da dívida da empresa.

Com a pandemia de Covid-19, a Americanas enfrentou um ambiente econômico ainda mais desafiador. As restrições impostas pelo isolamento social reduziram as vendas das lojas físicas, e a empresa precisou acelerar a expansão do seu braço digital, a B2W Digital.

A Americanas já havia adotado medidas para lidar com a sua dívida, como a emissão de debêntures conversíveis em ações e a venda de ativos não estratégicos. No entanto, a empresa ainda precisa enfrentar os desafios de uma dívida elevada em um mercado altamente competitivo.

Os acionistas de referência da Americanas, conhecidos como “trio de ouro” da Ambev, têm histórico de investimentos bem-sucedidos em empresas brasileiras. Eles são sócios da 3G Capital, que controla empresas como a AB InBev, Burger King e Kraft Heinz.

A oferta de aporte de R$ 10 bilhões por parte do trio de acionistas representa uma demonstração de confiança na capacidade da Americanas de superar seus desafios financeiros e manter sua posição de destaque no mercado brasileiro de varejo. Resta saber se os credores financeiros da empresa aceitarão a nova proposta e permitirão a reestruturação da dívida.

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